P — Trazer o pet · cão ou gato do Brasil
Pelo Mercosul (Res. GMC 17/15 e Res. 20/2024) é sem quarentena e sem sorologia. A lei exige pouco: CVI, antirrábica vigente, antiparasitário e atestado de saúde. O CVI é grátis, emitido online pelo MAPA/VIGIAGRO e apresentado ao SENACSA na entrada. Desde 02/07/2026 vale uma versão nova do CVI Mercosul, e quem faz a solicitação agora é sempre um veterinário.
O que a lei exige
CVI Mercosul (MAPA/VIGIAGRO): grátis, online, solicitado por veterinário habilitado no gov.br. A análise leva até 72h.
Vacina antirrábica vigente. Se for a primeira dose, é preciso esperar 21 dias antes de pedir o CVI. Filhote com menos de 90 dias viaja sem antirrábica, mas o CVI só vale até ele completar 90 dias.
Antiparasitário interno e externo, aplicado até 15 dias antes da emissão do CVI.
Atestado de saúde, com exame clínico até 10 dias antes da emissão do CVI, feito por veterinário com CRMV.
Quem pede agora é o veterinário. Não dá mais pra abrir o processo sozinho no gov.br. A solicitação do CVI Mercosul é exclusiva de médico veterinário habilitado na plataforma, e ele responde legalmente pelo que declara. Na prática, escolha um veterinário que já esteja habilitado pra emitir CVI. A habilitação passa por análise do MAPA e não se resolve na semana da viagem.
A janela. O pedido só é aceito com embarque entre 3 e 9 dias à frente. O exame clínico precisa estar dentro dos 10 dias anteriores à emissão, e o antiparasitário dentro dos 15. Os dois prazos contam até o dia em que o CVI é emitido, não até o dia do pedido. A análise leva até 72h e qualquer exigência reinicia o prazo, então o próprio MAPA sugere fazer o exame até 5 dias antes do envio e o antiparasitário até 10 dias antes. Se o atestado ou o tratamento estiver vencido na data da emissão, tem que repetir.
Por que qualquer erro custa caro. O modelo do atestado se baixa dentro do processo (etapa Saúde Animal), já com o número do processo e os dados do animal. Atestado de bloco não serve. O veterinário data no dia do exame, assina em caneta azul e carimba. Depois o papel é digitalizado e o arquivo recebe assinatura eletrônica. O comprovante de vacina vai com dados completos do tutor e do animal; se for carteirinha, frente e verso. Nada de montagem, corte ou rasura. É uma solicitação por animal.
O que mais importa saber
Emitido, o CVI vale 60 dias pra ingresso e retorno entre os Estados Partes. Dá pra visitar o Brasil e voltar sem tirar outro, desde que a antirrábica esteja em dia. Se a vacina vencer no meio do caminho, o animal volta a contar como primovacinado: nova dose, 21 dias de espera e CVI novo.
A chancela física numa unidade VIGIAGRO não existe mais pro Mercosul. O CVI sai com assinatura eletrônica e QR code de autenticidade.
O CVI impresso é obrigatório no embarque. Leve pelo menos duas cópias: em estadia de até 60 dias a fiscalização não retém o original, você entrega uma e segue com a sua.
Fêmea que viaja com filhotes lactentes de menos de 90 dias sai num CVI único, com os filhotes mencionados.
Microchip não é exigido pro Paraguay. Só cães com destino ou trânsito pelo Uruguai precisam de microchip e sorologia de leishmaniose.
Na entrada aérea pelo Silvio Pettirossi, avise o SENACSA com antecedência pra ter inspetor. Na entrada terrestre pela Ponte da Amizade, evite horários de pico.
Só cães e gatos, no máximo 5 por pessoa. A companhia aérea tem regras próprias de caixa.
Fonte oficial: Res. GMC MERCOSUR 17/15 e Res. 20/2024 · Manual do Cidadão e-CVI Mercosul (MAPA/VIGIAGRO, v.7/26) · página "Sair do Brasil" do MAPA (consultada em 30/09/2026) · SENACSA · gov.br/agricultura · senacsa.gov.py
P_Trazer_Pet_Biblioteca_Mesa_Paraguay.pdf