Nova linha de trem elétrico conectará Asunción e Luque
Asunción a Luque em 26 minutos, de trem elétrico: o projeto já tem lei, operador e orçamento. Falta assinar o contrato.
O Ministério de Obras Públicas (MOPC) anunciou em 12/10 que as primeiras obras do trem entre Asunción e Luque começam no primeiro semestre de 2027. A meta é ter a linha funcionando em 2030, ano da Copa do Mundo. O anúncio foi feito por Amílcar Guillén, diretor de Projetos Estratégicos do MOPC, à rádio 1080 AM, e publicado pela La Nación e pelo HOY.
O que já existe
O projeto já passou pelo Congresso. A lei do trem foi sancionada pelos deputados em 26/05 e publicada na Gaceta Oficial em junho. Ela autoriza acordos de governo para governo, e o parceiro é os Emirados Árabes Unidos.
A concessão é de 30 anos. A Etihad Rail, empresa ferroviária dos Emirados, opera junto com a Fepasa, a estatal ferroviária paraguaia. Segundo a Última Hora, técnicos da Etihad já trabalham na engenharia de detalhe na área da obra.
O trem em números
São 18 km de via dupla entre Asunción e Luque. O anúncio de outubro fala em 11 estações; em maio, o MOPC falava em nove estações intermediárias. A viagem leva cerca de 26 minutos, segundo o MOPC, para 40 mil passageiros por dia, num sistema 100% elétrico.
O custo estimado é de US$ 450 milhões, segundo as matérias de outubro. Em junho, a Última Hora falava em US$ 480 milhões. A obra deve gerar 20 mil empregos na construção e 500 permanentes na operação.
Depois de Luque, o MOPC fala em estender a linha até Ypacaraí. Segundo o HOY, o presidente Santiago Peña pediu também uma extensão até o Porto de Asunción.
O que ainda não se sabe
O contrato não foi assinado. A assinatura está prevista para o fim de 2026.
O local exato das estações também não está definido. Segundo a ministra Claudia Centurión, a engenharia ainda vai definir ajustes no traçado e onde cada estação fica.
O número de famílias afetadas só sai depois dos estudos. A primeira obra é justamente a liberação da faixa por onde o trem vai passar.
Nenhuma fonte informa a tarifa. A lei manda o Ministério da Economia garantir os recursos no orçamento a cada ano, mas nenhuma das matérias detalha quem financia os US$ 450 milhões.
O que vem
A engenharia está prevista para o segundo semestre de 2026 e a assinatura do contrato para o fim do ano. A liberação da faixa começa no primeiro semestre de 2027. Depois disso, são cerca de 36 meses até o trem operar, segundo o HOY.
A leitura da Mesa
Um trem de 26 minutos até o centro muda o mapa de quem procura casa na região metropolitana. Luque, que hoje depende de carro e ônibus para chegar a Asunción, ganharia uma ligação direta.
Mas o que pesa no valor de um imóvel é a estação, e a estação ainda não tem endereço. Comprar hoje "perto do trem" é apostar num traçado que a engenharia ainda vai ajustar.
A conta que vale: antes de fechar negócio em Luque ou ao longo da linha, pergunte se o imóvel está na faixa por onde o trem vai passar. É a primeira área que o MOPC vai liberar. E trate 2030 como meta, não como data.
Se o trem sair, você moraria em Luque e trabalharia em Asunción? Comenta aqui embaixo.
Fontes: La Nación, 12/10 · HOY, 12/10 · MOPC, 26/05 · Última Hora, 13/06 · El Inmobiliario · Ilustração: Thais Marques, com IA (Gemini)